António Pinho VargasPrémio José Afonso atribuido ao disco "Solo II" (2009)! Prémio Universidade de Coimbra 2012 atribuido a António Pinho Vargas! São merecidas as distinções a quem é um dos maiores compositores portugueses. Ao vivo António Pinho Vargas interpreta de forma única e sublime melodias que hoje são clássicos da música portuguesa. Uma sala ou um espaço de ar livre especial, um bom piano, garantem um momento único! Um concerto a não perder!
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![]() Rita Carmo |
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_BIO
Ligado ao jazz vários anos, gravou 7 discos com dezenas de composições originais e tocou em muitos países da Europa e nos EUA, com músicos como Kenny Wheeler, Steve Potts, Paolo Fresu, Arild Andersen, Jon Christensen e Adam Rudolph. Com o seu grupo de jazz apresentou-se em Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda, Reino Unido, ex-Jugoslávia, Estados Unidos, Cabo Verde, África do Sul e Macau. Gravou Outros Lugares (1983), Cores e Aromas (1985), As Folhas Novas Mudam de Cor (1987), Os Jogos do Mundo (1989) Selos e Borboletas (1991), A Luz e a Escuridão (1996), e a colectânea As Mãos (1998). Recebeu por três vezes o Prémio de Imprensa Sete de Ouro para o melhor disco instrumental do ano. Compõe também música para teatro e cinema, nomeadamente para os filmes de João Botelho: Tempos Difíceis (1988) - Prémio I.P.C. para a melhor música de Cinema - e Aqui na Terra (1993); Cinco Dias, Cinco Noites (1996), de José Fonseca e Costa - Prémio da melhor música do Festival de Cinema de Gramado (Brasil), Quem és tu? de João Botelho (2001) e O Fascínio, de José Fonseca e Costa (2003) e para as peças de William Shakespeare Hamlet (1987) e Ricardo II (1995), encenadas por Carlos Avilez.
Sobretudo a partir da sua estada na Holanda, António Pinho Vargas tem-se dedicado principalmente à composição erudita contemporânea, ocupando lugar de relevo no actual panorama português. Algumas das suas obras foram executadas em França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Polónia, Hungria, Suécia, Espanha, Brasil, Inglaterra e EUA.
As suas obras têm sido encomendadas por instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Culturgest, Lisboa 94, a Expo 98, a Comissão dos Descobrimentos, o Teatro Nacional de São Carlos, a Câmara Municipal do Porto, Porto 2001 e vários Festivais de Música.
Na obra de António Pinho Vargas encontram-se composições para música de câmara e instrumentos solo, como Mirrors (para piano, estreada em Amesterdão em 1990, por Paul Prenen e, mais tarde, tocada pelos pianistas Ronald Brautigam, Madalena Soveral, Francisco Monteiro, Tania Achot, Gloria Chen-Chocran, Volker Banfield, Miguel Henriques, entre outros), Três Versos de Caeiro (Ensemble Nuova Sincronia, Northern Sinfonia, OrchestrUtopica, Remix Ensemble); composições para orquestra: Acting Out, (dir. António Saiote, J.R. Encinar e Martin André), A Impaciência de Mahler, (dir. Michael Zilm e Martin André); Judas secundum Lucam, Joannem, Matthaeum et Marco, para coro e orquestra (dir. Fernando Eldoro); e as óperas Édipo, Tragédia de Saber e Os Dias Levantados (dir. João Paulo Santos).
Em 2005 estreou a obra Six Portraits of Pain para violoncelo e grande ensemble - Anssi Karttunen, violoncelo e Remix Ensemble dir. Frank Ollu - na inauguração da Casa da Música, no Porto, em 2006 foi estreada a obra para grande orquestra Graffiti [just forms], pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direcção de Lothar Königs e a ópera de câmara A Little Madness in the Spring pelo Remix Ensemble dirigido por Frank Ollu e, em 2007, Um discurso de Thomas Bernard para narrador e orquestra pela Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direcção de Michael Zilm. Em 2008 estrearam as obras Suite para Violoncelo Solo por Nuno Abreu e Movimentos do subsolo -Quarteto de cordas nº2 pelo Quarteto Verazin.
Participou no Festival Other Minds V organizado por Charles AmirKhanian em S.Francisco, EUA, em Março de 1999; no International Music Theatre Workshop de 1999 na Oper-am-Rhein, em Dusseldorf, com a apresentação-video de Os Dias Levantados e obteve em 2001 uma Bolsa da Fundação Rockefeller para uma estadia no Bellagio Study and Conference Center, em Itália.
Foi editado em 1995 pela EMI Classics o CD Monodia, com o apoio de Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura. O quarteto de cordas Monodia-quasi un requiem foi tocado pelo Quarteto Artis de Viena, The Smith Quartet, e incluido no CD do Arditti String Quartet Portuguese Chamber Music na Etcetera Records. A gravação ao vivo da ópera Os Dias Levantados, foi editada em 2005 pela EMI Classics e em 2008 o CD com as obras Graffiti [just forms], Six Portraits of Pain e Acting Out foi publicado pela Numérica / Casa da Música
A Culturgest organizou um Festival António Pinho Vargas em Fevereiro e Março de 2002 com a maior parte da sua obra. Encomedado pela Culturgest, LxFilmes e RTP, foi realizado por Manuel Mozos e Luís Correia o documentário António Pinho Vargas, notas de um compositor. Saiu em 2002, editado pela Afrontamento, o livro Sobre Música, com sete ensaios e uma recolha de textos e entrevistas do compositor e está prevista para 2008 a publicação do seu segundo livro Cinco Conferências sobre Historia da Música do Seculo XX, editado pela Culturgest.
O compositor está actualmente a trabalhar num doutoramento em Sociologia da Cultura na Universidade de Coimbra sob a supervisão do Professor Boaventura de Sousa Santos (C.E.S. da Universidade de Coimbra) e na Universidade de Durham (UK) com o Prof. Max Paddison como bolseiro da Fundação da Ciência e Tecnologia. Recentemente integrou como Investigador o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
_DISCOGRAFIA
Registo de um concerto irrepetível, no Instituto Superior Técnico, em 2009. António Pinho Vargas toca em improvisação total, um desafio levado a cabo com mestria e aplauso do público. Uma obra rara e imperdível.
"A forma como toquei - improvisação total - não penso ser capaz de repetir."
"(...) numa improvisação, estou dentro do tempo, do tempo real, e uma vez tomada uma opção, ela é realizada imediatamente, e, como tal, tem que ser integrada no discurso. (...) Nesta dialéctica entre o conhecido e o desconhecido intervêm o corpo - e a alma - e os seus diversos impulsos."
"Porque é que gosto tanto deste disco? Porque, sendo provavelmente o último que terei gravado, tem coisas - modos de tocar, para simplificar - que fiz há muito tempo mas, nunca tendo sido gravado, iriam ficar sem registo. Assim, como tive a sorte do concerto me ter corrido bem e estar a ser gravado, vai ficar nele - e só nele - uma parte da vida (que foi como foi)."
António Pinho Vargas
Com a Orquestra Nacional do Porto
Remix Ensemble
Prólogo: Conversa de espectros sobre o vivo
I - O salto do tigre a céu aberto
1. Estátua de Silêncio I
2. Os 4 soldados: Que faremos com esta espada? I
3. Estátua de Silêncio II
4. Os 4 soldados: Que faremos com esta espada? II
5. Os dias levantados
II - Os dias Levantados
1. Os 4 soldados: Que farei com esta espada?
2. a) The time is out of joint
b) o tempo saiu enfim dos eixos
3. As 3 irmãs: Elas acendem o lume
4. the time is out of joint: o tempo é a mudança
5. As 3 irmãs
III - Tomar a palavra: escrever o tempo
1. No chão da história
2. As casas andantes
3. A cidadania limiar
4. O poder não pode cair na rua
IV - il combattimento
Os 4 soldados: a desavença
il combattimento
Era e não era; acabou e nãoi acabou
Êxodo
Rui Taveira | voz, sax alto e soprano
Jaime Mota | piano
Nocturno/Diurno, para sexteto de cordas
Northern Sinfonia Vaganza | Dir. Baldur Brõnimann
Três versos de Caeiro, para 12 instrumentos
Northern Sinfonia Vaganza | Dir. Baldur Brõnimann
Sete Canções de Albano Martins, para canto e piano
Paulo Ferreira | barítono
Jaime Mota | piano
2. Tom Waits
3. A Dança dos Pássaros
4. Vilas Morenas
5. Valsa
6. June
7. La Corazón
8. De Longe
9. Da Floresta
10. Jardim do Passeio Alegre, quarteto
2. Brinquedos
3. Sentimento de Um Ocidental
4. Cantiga Prá Maria
5. Prelúdio (Para Lindo Ramo)
6. Lindo Ramo, Verde Escuro
7. Postlúdio (Para Lindo Ramo)
8. Dinky Toys
9. Prelúdio (Para Franz)
10.Franz
11.Vilas Morenas
12.General Complex
13.Quatro Mulheres
Thelonious Skizo Sketch
14.Skizo Fragments
15.Skizo Sketch
16.Skizo Theme
Monodia – quasi un requiem, para quarteto de cordas
Quarteto de Cordas Olisipo
Poetica dell’estinzione, secondo Mikhail Serguieievitch, para flauta e quarteto de cordas
Quarteto de Cordas Olisipo | Dir. Álvaro Salazar
Pedro Couto Soares | flauta
Três Fragmentos, para clarinete
António Saiote |clarinete
Mirrors, para piano
Francisco José Monteiro |piano
Três Quadros para Almada, para dez instrumentos
Dir. Christopher Bochmann
Um Fado Negro
Selos e Borboletas
Águas Matinais da Holanda
As Mãos
Depois do Medo II
Improvisação – darmstadt donaueschingen freaks
Brinquedos de Madeira
Improvisação – free jazz black power
Depois do Medo I
António Pinho Vargas |piano e sintetizadores
José Nogueira |saxofone alto e soprano
Aril Andersen |contrabaixo
Adam Rudolph |percussão
Rui Júnior |percussão adicional
Todos os temas compostos por APV,
à excepção das improvisações, por APV e José Nogueira
2. A Incontornável Melancolia
3. Short Piece IV, piano solo
4. Do Cinema
5. As Mãos, piano solo
6. La Corazón
7. Brinquedos, piano, sax soprano e sintetizadores
8. Do Teatro
9. Thelonious Schizo Sketch
10. O Movimento Parado das Árvores, piano e maracas
António Pinho Vargas |piano
José Nogueira |saxofone alto e soprano
Pedro Barreiros |contrabaixo
Mário Barreiros |bateria
Quico |sintetizadores
Rui Júnior |tablas e percussão
2. Vilas Morenas
3. De Longe
4. O Tumulto
5. Da Floresta
6. Um Dia Claro
7. Jogos com Doze Sons
8. Obscura, Nebulosa
António Pinho Vargas |piano e sintetizadores
José Nogueira |saxofone alto e soprano
Pedro Barreiros |contrabaixo e baixo eléctrico
Mário Barreiros |bateria
Quico |sintetizadores
Rui Júnior |percussões
José Carlos Costa |oboé e corne inglês
1. Dança dos Pássaros
2. Gente Estranha
3. Olhos Molhados
4. Valsa
5. Da Alma
6. Atmosfera (dedicado a John Coltrane)
7. Fim de Tarde
8. Cores e Aromas
António Pinho Vargas |piano
José Nogueira |saxofone
Pedro Barreiros |contrabaixo
Mário Barreiros |bateria
(EMI-VC; 0 777 7 93442 2 2)
| ver crítica | 1. D1. Jardim do Passeio Alegre
2. Uma Já Antiga
3. Sonho de Peixe
4. Incoerências e Contra-sensos
5. Dinky Toys
6. Alentejo, Alentejo
7. Mister R.K.
8. Quedas de Água
9. Pas Mal
10.Risos
11.Cantiga Para Amigos
António Pinho Vargas | piano
José Nogueira | saxofone
Pedro Barreiros | baixo eléctrico
Mário Barreiros | bateria
Artur Guedes | contrabaixo


















































