Desde a estreia do grupo GNR, em inícios dos anos 80, que Rui Reininho é uma das figuras centrais da música pop feita em Portugal. “Dunas”, “Efectivamente”, “Ana Lee” ou “Pronúncia do Norte” foram temas que, na voz do carismático vocalista da banda, conquistaram o País.
Em 2008, Reininho decide estrear-se a solo com o projecto “Companhia das Índias”. Ainda em fase embrionária, antes da edição do disco, o artista apresenta-se em duas noites de Maio com a nova formação, no Teatro São Luiz, na iniciativa “Vinte Canções de Amor e um Poema Desesperado”.
O álbum com o mesmo nome é editado a 9 de Dezembro pela Sony, surpreendendo tanto o público como a crítica especializada. Este trabalho, com produção de Armando Teixeira (Balla), juntou um elenco de luxo da música nacional que com Rui Reininho assinam letras e músicas de diversas composições inéditas. Entre os colaboradores encontram-se Rodrigo Leão, Paulo Furtado (Legendary Tigerman), Margarida Pinto (Coldfinger), João Pedro Coimbra (Mesa), Slimmy, New Max (Expensive Soul), Alexandre Soares (fundador dos GNR) e o próprio Armando Teixeira.
Do alinhamento de “Companhia das Índias” fazem igualmente parte duas notáveis versões: “Faz Parte do Meu Show”, do malogrado cantor e compositor brasileiro Cazuza, e o clássico “Bem Bom”, popularizado pelas Doce e vencedor do Festival RTP da Canção de 1982.
Desde o lançamento do disco até hoje, Rui Reininho tem vindo a apresentar “Companhia das Índias” ao vivo, onde se destaca desde logo o primeiro concerto no Cinema São Jorge, no âmbito do Festival Super Bock em Stock, assim como os espectáculos seguintes no Teatro Aveirense, Teatro de Vila Real, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) e Casino da Figueira da Foz. Em palco, Reininho faz-se acompanhar por Armando Teixeira (teclados), João Rato (piano e guitarra), Nuno Espírito Santo (baixo), José Vilão (bateria) e Eduardo Lala (trombone).
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