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GNR
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É em 1981 que a banda da cidade do Porto edita o seu primeiro registo em vinil, então intitulado “Portugal na CEE”, seguido de “Sê um GNR”. A crítica rende-se rapidamente ao trabalho dos GNR, pois compreende que de facto é possível a existência de uma banda pop rock coerente e inteligente, capaz de elevar-se à qualidade do que se produz no estrangeiro. Prova disso são os memoráveis concertos nos antigos estádios de Alvalade e das Antas, cerca de uma década depois, que contam com a presença de mais de 75.000 fãs. Vêm sem dúvida constatar que o grupo consolidou uma carreira que atravessou todas as estações da música moderna portuguesa dos últimos vinte anos e saiu incólume.

Numa era em que a musica estrangeira veio invadir o mercado nacional de forma massiva, os GNR, de forma muito perspicaz, vieram contradizer esta tendência. Nos dias de hoje o trio Reininho, Machado e Romão – que são actualmente o pilar central do grupo – ainda se mantém verdadeiramente fiel na valorização da língua e cultura portuguesas.

Uma geração começa finalmente a reencontrar-se e vários são os temas que se destacam de imediato. Basta recordar “Dunas”, do álbum Os Homens Não Se Querem Bonitos, “Efectivamente”, do quarto disco Psicopátria, “Ana Lee”, “Sub-16”, “Sangue Oculto” ou “Pronúncia do Norte”, do álbum Rock in Rio Douro, de 1992.

Os vários trabalhos dos GNR caminham, inevitavelmente, para um sucesso estrondoso. A recompensa merecida por um trabalho árduo e persistência traduz-se num Disco de Platina, com GNR in Vivo, e Rock in Rio Douro torna-se o disco-fenómeno (quatro Discos de Platina, com 160 mil álbuns vendidos).

A primeira de duas compilações lançadas – Tudo o Que Você Queria Ouvir, em 1996 (seguida posteriormente por Câmara Lenta – 16 Slows do Melhor GNR, em 2002) – agrupa os temas de maior êxito da banda, sendo apenas possível em CD duplo.

Com Popless, gravado no início do novo milénio, o grau de maturidade dos GNR, procurado desde a segunda metade dos anos 90, é atingido. O segundo tema – “Asas (Eléctricas)” – leva novamente a banda às playlist das rádios, uma vez que dá vida e cor ao primeiro telefilme da SIC “Amo-te Teresa”, que obtém um largo sucesso à escala nacional. Também um tema inédito incluído na segunda compilação, Câmara Lenta – 16 Slows do Melhor GNR, é escolhido para o genérico de uma telenovela da TVI com título homólogo – “Nunca Digas Adeus”.

O grupo, caracterizado pela sua energia sem limites, grava nesse mesmo ano um novo álbum. Do Lado dos Cisnes, que marca um retorno à garagem, às guitarras pop e à canção curta e despachada, com um leve toque de sarcasmo ausente há algum tempo da escrita do grupo.

Em 2006 os GNR comemoram os seus 25 anos de existência. No primeiro trimestre sai um álbum de tributo à banda, intitulado Revistados 25-06, onde os temas que já fazem parte da nossa memória colectiva são interpretados por nomes do hip-hop, reggae e R&B nacional: NBC, Virgul (Da Weasel), Expensive Soul, Melo D, Guardiões do Subsolo, entre outros.

O segundo acto comemorativo dos 25 anos de carreira é celebrado com o lançamento de Continuacção – O Melhor dos GNR Vol.3. Um álbum duplo, com muitos temas nunca editados em CD e com dois temas inéditos: “Continuação” e uma versão estrondosa do tema “Quero Que Tudo Vá P’ró Inferno”, de Roberto Carlos. Rapidamente os GNR sobem para o top de músicas mais ouvidas nas rádios, mantendo-se em primeiro lugar por semanas a fio.

Contra factos não há argumentos e a participação no Rock in Rio - Lisboa 2006 comprova o estatuto que o grupo mantém no panorama musical português. A banda sobe ao Palco Mundo encerrando o festival, num dia que contou com muitos nomes sonantes da música internacional, onde milhares de fãs festejam o aniversário da banda.

A terceira comemoração dos GNR, ainda em 2006, dá-se com os memoráveis espectáculos de Outubro, nos Coliseus do Porto e de Lisboa. Esgotados em pouco tempo, são alvo de grande parte da comunicação social, recebendo favoráveis críticas, sobretudo pelo seu aspecto inovador e pelos novos arranjos dos temas. As noites contam com as participações especiais de NBC, Sónia Tavares (The Gift) e Legendary Tiger Man.

Vinte e cinco anos volvidos do primeiro single – com 13 álbuns gravados e vários prémios conquistados – os GNR tornaram-se um ícone do panorama musical português, marcando um estilo muito próprio do pop rock nacional. Boas razões para a comemoração de uma brilhante carreira.

Esse ano, e 2007, traduzem-se numa série de espectáculos ao vivo por todo o país. A digressão percorre várias localidades de norte a sul, de onde se destacam os convites para iniciativas como o “Mega Concerto Visão” (Revista Visão, que editou a colecção “As Músicas da Nossa Vida” - álbuns de várias bandas nacionais) e “Vodafone SoundClash”, ambos no Pavilhão Atlântico, ou o espectáculo no Zénith em Paris.

Já em 2008, uma super-produção marca a carreira do grupo: no dia 18 de Abril os GNR sobem ao palco do Pavilhão Atlântico com a Banda Sinfónica da GNR. Mais de 25 anos depois do início da polémica, o mito dissolve-se: o Grupo Novo Rock e a Guarda Nacional Republicana fazem história num concerto memorável. Sob direcção do Tenente Coronel Jacinto Montezo, impulsionador do projecto, 120 músicos dão vida a 18 temas intemporais do grupo portuense. Com arranjos de orquestra minuciosos, pela mão de Vasco Azevedo, Pedro Moreira, Filipe Melo, Hugo Novo e Mário Laginha, o alinhamento do espectáculo é cantado em tons de festa por mais de 8.000 fãs incondicionais. O espectáculo passa também pelas cidades de Coimbra e Guimarães ainda nesse ano.

No ano seguinte, os GNR continuam na estrada, com concertos marcados um pouco por todo o país. Destaque para um espectáculo especial na Casa da Música, na Noite de São João, e também para o grande concerto de passagem de ano nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa.

Já em 2010, a banda entra em estúdio para gravar aquele que será o sucessor de Do Lado dos Cisnes. Pela primeira vez na história dos GNR, as gravações decorrem em estúdio próprio, o que lhes permite ir ao encontro com a essência da sua sonoridade. “Rei do Roque”, o primeiro cartão de visita deste novo disco, é divulgado semanas mais tarde e desde logo é bem recebido pelas rádios e pelos fãs do grupo. A 30 de Abril, os GNR apresentam no Centro Cultural Olga Cadaval algumas das novas canções que farão parte do tão aguardado álbum e aproveitam para divulgar o título deste novo trabalho: Retropolitana.

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GNR, novo disco chama-se "Retropolitana"
GNR | APRESENTAM "RETROPOLITANA" | 30.ABRIL, OLGA CADAVALA&E

Chama-se “Retropolitana” e é o novo disco de originais dos GNR. A primeira apresentação oficial acontece a 30 de Abril no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. O espectáculo tem inicio às 22h e as entradas encontram-se à venda nos locais habituais.

O single de avanço do disco, intitulado “Rei do Roque”, já foi divulgado e rapidamente entrou no Top das playlists das rádios.

O 11º álbum de originais do grupo, numa discografia de 14 títulos, será um disco assumidamente Pop e próximo da essência sonora dos GNR. "Retropolitana" é o primeiro trabalho da banda gravado em estúdio próprio, no Porto, e traz canções surpreendentes após uma longa pausa na gravação de temas inéditos. A apresentação em primeira-mão ocorre já no próximo dia 30 em Sintra, abrindo a nova Tour com muitas datas já confirmadas pelo país! Imperdível.

www.osgnr.com

[28 Abril 2010] Fonte: OFICINA DA ILUSÃO
   
Simon Frederick
DIA 30 Jul - Sexta
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Hora: 23H00 | Entrada: LIVRE
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Hora: 22H00 | Entrada: PAGA
DIA 20 Ago - Sexta
RETROPOLITANA Local: GAFANHA DA NAZARE, JARDIM OUDINOT
Hora: 22H00 | Entrada: LIVRE
DIA 21 Ago - Sábado
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Hora: 22H00 | Entrada: LIVRE
DIA 23 Ago - Segunda
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Hora: 22H00 | Entrada: LIVRE
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