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VINICIUS CANTUÁRIA
VINICIUS CANTUÁRIA brasileira

Vinícius compôs depois para Caetano Veloso, Gal Costa, Simone ou Chico Buarque vendendo os discos com canções assinadas por si ,alguns milhões de cópias no Brasil.
Apresenta o seu novo espectáculo “Samba Carioca Tour 2010”

“Herdeiro emancipado de Tom Jobim, Chet Baker e Miles Davies… ritmos tradicionais índios, pop, jazz, música contemporânea, sem nunca se tornar escravo das suas regras.” Les Inrockuptibles

A&E
VINICIUS CANTUÁRIA APRESENTA SAMBA CARIOCA NO TEATRO SÃO LUIZ

ESTREIA EUROPEIA COM O CONVIDADO MÁRIO LAGINHA

 Lisboa| São Luiz Teatro Municipal | 17 de Maio | 21:00
Bilhetes: entre 10 e 20 Euros | à venda no local do espectáculo, Ticketline, Fnac e locais habituais LAG
A&E

Vinicius Cantuária, um dos mais importantes nomes da música brasileira contemporânea, tem um novo álbum de título «Samba Carioca». E com novo álbum chega também a oportunidade de um novo encontro com o público. Pela sua privilegiada relação com o público português, a digressão mundial de Vinicius de apoio a «Samba Carioca» - que já tem passagens garantidas por diversos países, incluindo Inglaterra que o receberá no prestigiado Barbican - começará no nosso país, numa data especial no Teatro São Luiz em que se fará acompanhar por Mário Laginha, em regime intimista e acústico. O encontro nada tem de fortuito: são admiradores mútuos.

Em Lisboa, Vinicius, com a sua voz e o seu violão, fará uma viagem pela carreira. É ele que apresenta o espectáculo: «vou tocar alguma coisa do "Samba Carioca", mas também alguns clássicos do Tom Jobim, alguma coisa do Gilberto Gil...». Será, afinal, o reencontro com um país, uma história e uma forma de entender a música, e não apenas com um artista. E isto acontece num momento em que Vinicius apresenta a sua visão do samba. O novo álbum explora a variedade dessa grande música: «O samba é um pais, uma imensidão, com várias tribos e raízes, tem samba do morro, samba dos brancos, chorinho, samba jazz e por ai vai», explica o músico e compositor que trabalhou no novo registo entre o Brasil e os estados Unidos, recolhendo, tanto a sul como a norte, aliados importantes: as lendas vivas Marcos Valle ou João Donato, no Brasil, e os não menos importantes Bill Frisell ou Brad Mehldau, nos Estados Unidos. Explica Vinicius: «essa mistura de músicos e sons, com minhas composições e dois clássicos - «Vagamente» de Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli e «Inútil Paisagem» de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira - completam o que eu gosto, o que eu penso e o que eu sinto do samba, que vai de «Julinha de Botas», um chorinho tradicional com uma guitarra jazzística do Bill Frisell, a «Berlin», um samba lento, com o piano do Brad Mehldau numa ponte perfeita entre o jazz e o samba». De água na boca? Compreensível.

É mais um passo na carreira de Vinicius, que tem raízes fundas que recuam até à década de 70, quando fazia parte do grupo O Terço.

Vinicius começou por realmente se fazer notar quando entrou para A Outra Banda da terra, grupo de suporte de Caetano Veloso durante alguns anos. Depois de músico, veio a exploração da sua veia de compositor e "Lua e Estrela", música de Vinicius gravada por Caetano Veloso, tornou-se um enorme sucesso em todo o Brasil. Não tardou para que escrevesse também para gente como Gilberto Gil, Gal Costa, Simone, Chico Buarque, Fagner, Elba Ramalho e Fabio JR, entre outros. Com a mudança para Nova Iorque, em 1994, outros caminhos foram abertos: colaborou com Arto Lindsay e de repente descobriu-se a trabalhar com músicos como Ryuichi Sakamoto, Bill Frisell, Brad Mehldau, Nana Vasconcelos, Mark Ribot, Jenny Scheinman, Erik Friedlander, Brian Eno, Cesaria Evora, John Zorn, Melvin Gibbs, Sean Lennon, Paulo Braga e David Byrne, entre outros. Pelo meio foi construindo uma aplaudida discografia feita de refinamento, bom gosto e uma subtileza desarmante que fazem da sua música uma experiência singular que em todo o mundo tem conquistado adeptos.
[10 Maio 2010] Fonte: UGURU
   
D.R.
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