ESTREIA EUROPEIA COM O CONVIDADO MÁRIO LAGINHA Lisboa| São Luiz Teatro Municipal | 17 de Maio | 21:00 Bilhetes: entre 10 e 20 Euros | à venda no local do espectáculo, Ticketline, Fnac e locais habituais LAG
Vinicius Cantuária, um dos mais importantes nomes da música brasileira contemporânea, tem um novo álbum de título «Samba Carioca». E com novo álbum chega também a oportunidade de um novo encontro com o público. Pela sua privilegiada relação com o público português, a digressão mundial de Vinicius de apoio a «Samba Carioca» - que já tem passagens garantidas por diversos países, incluindo Inglaterra que o receberá no prestigiado Barbican - começará no nosso país, numa data especial no Teatro São Luiz em que se fará acompanhar por Mário Laginha, em regime intimista e acústico. O encontro nada tem de fortuito: são admiradores mútuos.
Em Lisboa, Vinicius, com a sua voz e o seu violão, fará uma viagem pela carreira. É ele que apresenta o espectáculo: «vou tocar alguma coisa do "Samba Carioca", mas também alguns clássicos do Tom Jobim, alguma coisa do Gilberto Gil...». Será, afinal, o reencontro com um país, uma história e uma forma de entender a música, e não apenas com um artista. E isto acontece num momento em que Vinicius apresenta a sua visão do samba. O novo álbum explora a variedade dessa grande música: «O samba é um pais, uma imensidão, com várias tribos e raízes, tem samba do morro, samba dos brancos, chorinho, samba jazz e por ai vai», explica o músico e compositor que trabalhou no novo registo entre o Brasil e os estados Unidos, recolhendo, tanto a sul como a norte, aliados importantes: as lendas vivas Marcos Valle ou João Donato, no Brasil, e os não menos importantes Bill Frisell ou Brad Mehldau, nos Estados Unidos. Explica Vinicius: «essa mistura de músicos e sons, com minhas composições e dois clássicos - «Vagamente» de Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli e «Inútil Paisagem» de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira - completam o que eu gosto, o que eu penso e o que eu sinto do samba, que vai de «Julinha de Botas», um chorinho tradicional com uma guitarra jazzística do Bill Frisell, a «Berlin», um samba lento, com o piano do Brad Mehldau numa ponte perfeita entre o jazz e o samba». De água na boca? Compreensível.
É mais um passo na carreira de Vinicius, que tem raízes fundas que recuam até à década de 70, quando fazia parte do grupo O Terço.
Vinicius começou por realmente se fazer notar quando entrou para A Outra Banda da terra, grupo de suporte de Caetano Veloso durante alguns anos. Depois de músico, veio a exploração da sua veia de compositor e "Lua e Estrela", música de Vinicius gravada por Caetano Veloso, tornou-se um enorme sucesso em todo o Brasil. Não tardou para que escrevesse também para gente como Gilberto Gil, Gal Costa, Simone, Chico Buarque, Fagner, Elba Ramalho e Fabio JR, entre outros. Com a mudança para Nova Iorque, em 1994, outros caminhos foram abertos: colaborou com Arto Lindsay e de repente descobriu-se a trabalhar com músicos como Ryuichi Sakamoto, Bill Frisell, Brad Mehldau, Nana Vasconcelos, Mark Ribot, Jenny Scheinman, Erik Friedlander, Brian Eno, Cesaria Evora, John Zorn, Melvin Gibbs, Sean Lennon, Paulo Braga e David Byrne, entre outros. Pelo meio foi construindo uma aplaudida discografia feita de refinamento, bom gosto e uma subtileza desarmante que fazem da sua música uma experiência singular que em todo o mundo tem conquistado adeptos.
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